na prática
O que aparece quando
alguém olha os dados
Ferrari Autocentro · Paraguai
A marca não engajava pouco. Ela tinha sumido.
Rede com três lojas e 52 anos de mercado, prestes a trocar de nome. A leitura interna era de que o conteúdo não engajava.
Cruzei quatro fontes externas: 211 publicações do perfil e de sete concorrentes ao longo de três meses, fichas do Google Maps das três cidades, tráfego estimado do site e a estratégia de conteúdo de cada concorrente. O diagnóstico virou o problema do avesso.
5publicações em três meses, contra 27 a 49 dos concorrentes
21curtidas por publicação, dentro da média do setor
25,4%do tráfego do site vinha do Brasil, sem ninguém falar português
A qualidade nunca foi o problema. A ausência era. E dois achados mudaram o plano inteiro: o público brasileiro que já existia e ninguém atendia, e uma das três lojas com uma única avaliação no Google, enquanto o concorrente da mesma cidade tinha 101.
Somado a isso, a troca de nome colocava em risco 23 mil seguidores e 815 avaliações acumuladas. O plano final tratou a transição como transferência de patrimônio digital, não como lançamento: renomear perfis existentes em vez de criar novos, com uma fase de reaquecimento que começa antes de qualquer decisão jurídica.
Planejamento estratégico digital desenvolvido em parceria com a Landfor Design Studio.
BPLog · Intralogística, Curitiba
Diagnóstico sem nenhum dado social na mão
Vinte e dois anos de operação, licenças ANVISA, MAPA e Polícia Civil, carteira com clientes de peso. E nenhum dado social próprio pra analisar. Nem da empresa, nem dos concorrentes.
Sem histórico, o diagnóstico se apoiou em pesquisa de mercado e de comportamento de compra B2B: custo logístico do país, dados de rotatividade do setor, e como o comprador industrial decide antes de falar com qualquer vendedor.
27%dos armazéns da indústria são terceirizados
2/3das empresas já trocaram de operador antes
95%das compras saem de uma lista formada antes do primeiro contato
O achado que reposicionou tudo: o concorrente real não é a empresa que aparece no Google. É a operação interna do próprio cliente e a resistência de quem já se decepcionou com um operador antes.
Isso mudou a régua do conteúdo. A categoria inteira do setor promete a mesma coisa, com as mesmas palavras. A regra que ficou: nenhum texto que o concorrente pudesse publicar sem mudar uma vírgula. O conteúdo abre sempre pelo sintoma operacional, na linguagem de quem sente a dor, e nunca pelo nome da categoria.
Planejamento de conteúdo desenvolvido em parceria com a Landfor Design Studio.
Também nesta frente: construção de personagem e sistema de linhas editoriais para a Lobo Consórcio, e mapeamento de barreiras de compra que definiu os pilares de conteúdo da Pur Luxe, brechó de luxo em Curitiba. Ambos em parceria com a Landfor Design Studio.